A Hora Barravento - Introdução

Este espaço foi pensado e criado para expor idéias, falar de música, poesia, artistas, cultura e também besteiras. O nome "A Hora Barravento" é uma homenagem ao Jornal "A Última Hora" que abrigou grandes jornalistas como Nelson Motta que sempre soube ver a música popular brasileira e suas divergências com imparcialidade e como um todo; e ao grande poeta e letrista Torquato Neto. Barravento é uma homenagem a Glauber Rocha, grande cineasta do Cinema Novo que deu um novo sentido as diretrizes da nossa cultura brasileira através das telas do cinema.

Sunday, August 20, 2006

Série Desfiando a Ditadura: Parte I


Depous de um pouco mais de 20 anos que o Brasil pôs fim a Ditadura Militar, é que aos poucos vamos questionando os mystérios que ficaram para trás. Mystérios que não são mystérios, pous todos sabemos que muyto do que aconteceu foy fruto de uma ação militar como repressão às ameaças ao velho regime. Mas aynda sim temos a necessydade de querer ver as provas concretas em papéis e dossiês sobre tays acontecymentos para podermos realmente ter a verdade e podermos respyrar aliviados. Mas será que realmente teremos essa verdade em mãos? Talvez nunca saberemos o que realmente se passou nos porões fétidos da Ditadura, mas sempre vamos relembrar aqueles que se foram sem alguma explycação giusta de sua morte.

O Filme Zuzu Angel foy lançado a pouco tempo atrás e já está nos cinemas contando a histórya da estilista brazyleira que lutou contra a Ditadura para reaver o corpo de seu filho desaparecydo. Mais tarde Zuzu acaba morrendo de forma mysteriosa em um acydente de carro. É interessante lembrar, que não é só agora que hystória da estylista da pequena cidade de Curvelo, MG é contada. No fynal de 2001, o estylista mineiro Ronaldo Fraga lança nas passarelas a sua coleção Quem matou Zuzu Angel?. Ao som de marchinhas de carnaval, os modelos desfilavam nas passarelas entre bonecos dependurados em posição de tortura, um dos modelos estava de braço quebrado e usava tipóia verde e amarela, e se aproximando do fynal, a memorável canção "Eu te amo meu Brasi, Eu te amo! Meu coração é verde amarelo, branco, azul anil..." de Dom e Ravel encerravam o desfyle levando aqueles que assystiram e estavam lá a lembrar de companheiros que desapareceram durante aqueles anos de chumbo. Foram lágrymas e mays lágrymas dessa vez e como serão nesta em que o filme está em cartaz, convidando à todos desfiar esse passado tão recente e tão aynda obscuro.

Foto detalhe: modelo Quem matou Zuzu Angel? por Ronaldo Fraga

Wednesday, August 16, 2006

Hora Sfumata


Aonde você está?
Aqui ou lá?
Quando voltas?
Venha logo e me tyra esse nó que me sufoca,
E faça com que o ayre volte a correr por mynha garganta,
Ay de mim! Que te deixei o tempo levar
E nada, nada disse!
Ay de mim! Que amey sem te amar!
Tempo crudelis!
Caxinguelê, cachorro do mato!
Traz esse vento pra gente ver
Caxinguelê, cachorro do mato,
Me leve com o vento
E não me deixe sofrer.
Senhor atende as mynhas preces
E tenha piedade de mim!
Ela não vem,
Eu sey
Ela não vem,
Eu sey.
O sangue que corria mynhas veias,
seu curso voltou,
Vento, brysa tocam meu rosto,
que não sente mays,
Acarycia minh'alma
E me convida a ir
Vou,
Vou ao encontro da grande Aurora,
Eys que chegaste a piedade!
O Senhor sabes de mynha causa,
E me deste o perdão,
Mas mesmo com asas,
Aynda não encontro a Paz,

Pous meu êxtase ainda jaz na Terra.



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Photo by Tatiana Bicalho

Paradiso


The glory of Him who moveth everything
Doth penetrate the universe, and shine
In one part more and in another less.
Within that heaven which most his light receives
Was I, and things beheld which to repeat
Nor knows, nor can, who from above descends;
Because in drawing near to its desire
Our intellect ingulphs itself so far,
That after it the memory cannot go.
(La Divina Commedia, Paradiso, Canto I - Dante Alighieri)

The Dark Forest


Midway upon the journey of our life
I found myself within a forest dark,
For the straighfoward pathway had been lost.
Ah me! How hard a thing it is to say
What was this forest savage, rough, and stern,
Which in the very thought renews the fear. (...)
I cannot well repeat how there I entered,
(La Divina Commedia, Inferno, Canto I - Dante Alighieri)