A Hora Barravento - Introdução

Este espaço foi pensado e criado para expor idéias, falar de música, poesia, artistas, cultura e também besteiras. O nome "A Hora Barravento" é uma homenagem ao Jornal "A Última Hora" que abrigou grandes jornalistas como Nelson Motta que sempre soube ver a música popular brasileira e suas divergências com imparcialidade e como um todo; e ao grande poeta e letrista Torquato Neto. Barravento é uma homenagem a Glauber Rocha, grande cineasta do Cinema Novo que deu um novo sentido as diretrizes da nossa cultura brasileira através das telas do cinema.

Sunday, October 08, 2006

Steve Reich @ 70 - Minimalismo em Voga


Os coreógrafos Anne Teresa de Keersmaeker e Akram Khan abrem o Next Wave Festival com o trabalho do músico Steve Reich - um dos compositores ainda vivo mais importante do nosso século e também um dos mais coreografados. Nunca o Minimalismo esteve na sua forma tão soberba e perfeita. Na primeira parte Fase, four movements to the music of Steve Reich, a coreógrafa Belga soube representar com perfeição a música cinérgica de Reich com movimentos repetitivos e mudanças mínimas criando uma atmosfera de obra de museu de arte contemporânea em movimento. A estética e a iluminação denominavam o Minimalismo em sua notoriedade, tudo de um bom gosto lembrava a Arte da simplicidade no ápice dos anos 50 com uma harmonia que transcendia além do século XXI. Vale destacar o primeiro movimento Piano Phase que foi sublime com dois coreógrafos dançando por mais de 20 minutos a mesma seqüência com variações mínimas dessincronizantes e ressincronizantes quase que impossíveis de se realizar.

Na segunda parte, o inglês Akram Khan realiza a obra Variations for Vibes, Piano and Strings com três coreógrafos de diferentes nacionalidades interagindo música, dança e a própria orquestra. Parecia que cada nota entrava no corpo dos dançarinos e cada nota tinha seu próprio movimento naquela música tão complexa; ora o maestro regia do canto e ora estava no meio do palco junto com os dançarinos e ora os dançarinos pareciam conduzir a música. Foi memorável.
Apresentações como esta prometem o Next Wave Festival deste ano para quem quiser ir ou conferir os outros trabalhos visite o website do BAM(Brooklyn Academy of Music).

Wednesday, October 04, 2006

Manifesto da Festinha do Aniversário ou A perfeita festinha de aniversário!


E viva o brigadeiro, quindim, cajuzinho, olho-de-sogra, chapéu-de-napoleão, cocada, pé-de-moleque, doce de mamão, goiabada, marron glacê, marmelada com queijo mineiro do bão. Aos salgadinhos, um salve para a coxinha, empada, pestelzinho frito de carne/queijo/frango/palmito, pastel assado, pastel à portuguesa de milho/carne e os famosos quiches! Tudo isso com uma torta de chocolate da Confeitaria Momo ou de Morango da Doce Dengo! Uma festa ao estilo brasileiro: Muito Guaraná Antárctica, Fanta, Sprite e Coca-Cola! Todo mundo de chinelo Havaiana em volta da mesa decorada por balões e letrinhas coloridas dependuradas em um varal dizendo "Feliz Aniversário". Música da Xuxa e do Balão Mágico ainda fazem a cabeça da criançada! Comentários sobre famílias, vizinhos e novelas da TV Globo. Muita meninada correndo entre os convidados, em volta da mesa rindo e se divertindo!

Nota: Existem uns idiotas que saem aí dizendo que servir cajuzinho, brigadeiro e esses tipos de doces em festas de aniversário são coisas de gente pobre. Pobre são eles por dizerem essa besteira só porque viram alguém na televisão (da TV Globo assim dizer) falar tal asneira, portanto digo que essas pessoas são apenas vaquinhas de presépio e repetem como papagaios tudo o que a televisão diz. Ser brasileiro é aproveitar a vida com os nossos costumes e ter o prazer de ter uma culinária tão farta e variada.

Sunday, October 01, 2006

New York e seus Modismos


É engraçado como Nova Iorque adere aos modismos tornando "chique" e febril certos termos e coisas por aqui. No metrô, por exemplo, o que se vê são as pessoas jogando o tal do Sudoku seja em recortes de jornais, seja em revistas ou em livros contendo apenas o jogo japonês. Se você quiser ser um escritor e se tornar milionário, não se esqueça de colocar na capa de seu livro "Memoire" afinal de contas o memoire não necessita ser uma autobiografia com fatos reais e datas marcadas; o algo mais da fantasia misturado com a realidade torna esse tipo de leitura a preferida dos nova-iorquinos - recomendo o livro de Augusten Burroughs "Running with Scissors". Os teatros de vanguarda são aqueles que tem no seu título a expressão "Working in Progress" pois na verdade não se tem a obra na íntegra e sim a exibição parcial dela (porque geralmente ainda está inacabada) ou apenas idéias a serem trabalhadas ou até mesmo sendo um teste. Vale também ter no título das peças teatrais "alguma coisa 'slash' alguma coisa" do tipo "video/performance" mas o tal do "slash" tem que ser dito e os dedinhos fazendo sinal de citação (") tem que ser feito senão não é "cool". Geralmente quando se tem o tal do slash mostra a fusão de duas coisas totalmente diferente tornando a performance híbrida - recomendo os trabalhos vindo do PS122 e do Richard Foremann. Os laptops da Apple ainda são os preferíveis a estarem desfilando entre cafés e leituras nos Coffee Lounges.