Contemplações sobre a Big Apple

Ah, New York, New York, de Frank Sinatra já não é mais a mesma. Não são mais os shows da Broadway e nem mais as luzes do Times Square que compõem a cidade. Mondrian em sua obra "Broadway Boogie Woogie" resume a cidade em seus traços verticais e horizontais. É no Minimalismo dos anos 60, que se faz a estética e no teatro Metafisico de Foremann que os persongens deixam de existir para fazer parte de algo mais abstrato - o pensamento do autor. Ainda se toca Bob Dylan nos Brewery e Johny Cash continua fascinando com suas velhas canções, mas o jazz se dissolveu no Dadaismo que se dissolveu no ritmo da World Music. Tem jazz no ritmo africano de Ali Farka Touré, ou no ritmo etiopes dos Éthiopiques ou na música clássica de John Zorn, William Parker e ensemble.
Para quem acha que somente se faz Arte quem não é brasileiro, está enganado. Em português muito simples, vale apena conferir o trabalho da brasileira Laura Lima, que por sinal tem suas obras publicadas no livro londrino "Fresh Cream" da editora Phaidon. Nova Iorque continua sendo a quarta capital da moda perdendo somente para Paris, Londres e Milão e o cosmopolitanismo devorando tudo e a todos e até quem não é cosmopolita acaba sendo devorado por esse kosmos. A música brasileira não pode deixar de ser mencinonada como algo chique de se ouvir pois não se confunde com som hispano dos guetos. Jorge Ben e a Bossa Nova são sempre mais-mais e a vida aqui de certa forma se faz pelas entre-linhas de nossa culinária e de nosso idioma que por sinal é maravilhoso, justamente por não ter sido saturado. As luzes do Times Square colorem a cidade à noite e a ultima tela de Mondrian; Frank Sinatra ainda é ouvido a cantar New York, New York; Lisa Mineli ainda é lembrada por seu musical Cabaré; Toulouse-Lautrec traz a nostalgia do Moulin Rouge em seus cartazes e Laurie Anderson, esposa de Lou Reed põe a cidade para dormir com suas histórias e músicas ao violino elétrico.



<< Home